Bahrain Telegraph - Snapchat fecha acordo antes de julgamento na Califórnia por dependência em redes sociais

Snapchat fecha acordo antes de julgamento na Califórnia por dependência em redes sociais
Snapchat fecha acordo antes de julgamento na Califórnia por dependência em redes sociais / foto: © AFP/Arquivos

Snapchat fecha acordo antes de julgamento na Califórnia por dependência em redes sociais

A Snapchat chegou a um acordo, nesta quarta-feira (21), para encerrar ações judiciais pelas quais deveria se apresentar no fim deste mês juntamente com Instagram, TikTok e YouTube, no primeiro de vários julgamentos sobre o impacto das redes sociais na saúde mental.

Tamanho do texto:

Embora siga respondendo a outros processos, a Snap Inc., a empresa americana criadora do aplicativo de mensagens instantâneas multimídia, afirmou, nesta quarta, em uma declaração enviada à AFP, que "está satisfeita por ter podido resolver este assunto de forma amistosa".

O acordo, cujos detalhes financeiros são confidenciais, deve encerrar o processo aberto contra Snap pela californiana de 19 anos identificada pelas iniciais K.G.M., que também processou a Meta (dona de Facebook e Instagram), a ByteDance (TikTok) e a Alphabet (YouTube).

Esta ação judicial é a primeira de várias abertas por jovens, instituições escolares e promotores para responsabilizar as redes sociais pela deterioração da saúde mental dos internautas, que retoma a estratégia jurídica usada contra a indústria do tabaco.

Os demandantes acusam as plataformas de terem sido projetadas para maximizar o tempo de conexão, o que provoca depressão, ansiedade, transtornos alimentares e, inclusive, suicídios entre seus usuários.

O caso de K.G.M., que terá influência maior na resolução dos demais, será examinado por um tribunal de Los Angeles a partir de 27 de janeiro, quando começará a seleção do júri, antes do início das audiências, no começo de fevereiro.

Antes do acordo, Evan Spiegel, diretor-executivo da Snap, tinha sido chamado a depor no tribunal, assim como outros dirigentes destas plataformas. O mais aguardado segue sendo Mark Zuckerberg, diretor-executivo da Meta.

Em sua defesa, as gigantes da tecnologia invocam a seção 230 de uma lei americana, a Communications Decency Act, que lhes dá imunidade quase total sobre o conteúdo publicado em suas plataformas.

Os demandantes pedem à justiça que sejam condenadas não só pelos conteúdos, mas pelo design dos algoritmos e de funções de personalização que fomentam o "scrolling" ou a rolagem contínua das telas.

O processo na Califórnia corre em paralelo à ação apreciada por uma juíza federal em Oakland, no norte do estado.

Há outros dois processos estaduais em curso contra as plataformas, como o impulsionado por um promotor de Santa Fe (Novo México), que as acusa de expor menores a predadores sexuais.

F.al-Ghaith--BT