737 MAX 7 da Boeing obtém certificação após vários anos de atrasos
Mais de oito anos depois de seu voo inaugural, o 737 MAX 7 da Boeing obteve sua certificação, com a qual se prevê para 2027 sua entrada em serviço.
Inicialmente, as entregas deste avião, uma versão menor da família 737 MAX, deviam começar em 2019, mas obstáculos técnicos, entre outros imprevistos, atrasaram a luz verde das autoridades regulatórias.
Esta "aprovação reflete anos de trabalho sustentado para resolver problemas técnicos complexos e realizar um exame exaustivo do design do avião e das análises de segurança que o acompanham", informou a Agência Federal de Aviação (FAA) dos EUA em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (3).
A FAA concedeu a certificação depois que a empresa cumpriu novos requisitos da legislação federal após dois acidentes fatais com o Max, em 2018 e 2019.
"Esta importante certificação valida o rigor do design do nosso avião e reconhece a determinação e a resiliência da nossa equipe de desenvolvimento do 737 MAX", declarou Stephanie Pope, presidente da Boeing Commercial Airplanes.
A Boeing informou, em meados de julho, que o 737 MAX 7 tinha acumulado, durante seu processo de certificação, 686 horas de testes distribuídas em 441 voos, assim como 349 horas de testes em solo.
Um dos últimos elementos validados foi o sistema anti-gelo dos aviões, uma dor de cabeça para os engenheiros.
A fabricante espera que a certificação do 737 MAX 10, irmão mais velho da família desta série de aeronaves, ocorra rapidamente para também iniciar as entregas no ano que vem.
N.al-Sayed--BT