Colunista define narcisismo como 'doença da alma' e aponta humildade como cura
O colunista Átila A. Nunes publicou nesta terça-feira, 29 de agosto, uma reflexão sobre o narcisismo, definindo-o como uma grave enfermidade da alma. Sob a perspectiva reencarnacionista, o texto descreve os traços comportamentais do transtorno e propõe a humildade e a caridade como terapias definitivas para a cura espiritual.
O colunista Átila A. Nunes publicou nesta terça-feira, 29 de agosto, uma análise sobre o narcisismo na coluna "Além da Vida" do jornal O Dia, classificando a condição como uma grave enfermidade da alma. Sob a ótica reencarnacionista, o autor descreve o comportamento narcisista como o reflexo direto do orgulho e da vaidade elevados ao extremo.
Nunes detalha as características comuns de indivíduos com Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN), incluindo conversas unilaterais, interrupções frequentes e a busca constante por elogios. O texto aponta que o narcisista tende a direcionar assuntos para si mesmo, demonstra desconforto quando outros recebem atenção e assume o crédito pelo trabalho em equipe enquanto culpa os demais pelos fracassos.
A coluna também aborda o "gargalo de mérito" e o gaslighting, prática de distorcer fatos para fazer a outra pessoa duvidar de sua própria memória ou sanidade. Segundo o autor, o narcisista demonstra afeto apenas quando recebe algo em troca ou quando a outra pessoa concorda com tudo, perdendo rapidamente o interesse por amigos ou parceiros quando eles deixam de servir aos seus interesses.
Outro traço destacado é a vulnerabilidade oculta: uma autoestima extremamente frágil escondida atrás de uma fachada de confiança. O texto menciona ainda o rancor prolongado, a falta de desculpas sinceras e o uso da frase "desculpe se você se sentiu assim" para transferir a culpa.
Sob a perspectiva da imortalidade da alma e das múltiplas existências, Nunes argumenta que o comportamento narcisista aponta para um espírito ainda imperfeito, iludido pelas aparências da matéria e focado no próprio ego. São espíritos endurecidos na inteligência, que desenvolveram capacidade intelectual em vidas passadas, mas negligenciaram o progresso moral e a empatia.
O autor descreve o narcisismo como uma forma de vampirismo emocional e psíquico, onde o indivíduo busca sugar a energia e a autoestima daqueles ao redor para alimentar sua ilusão de grandeza. Assim como no mito grego, o narcisista fica aprisionado na própria imagem, esquecendo sua natureza espiritual.
Nunes afirma que o TPN não anula a responsabilidade moral do ser. A reencarnação atual funciona tanto como consequência de abusos do passado quanto como oportunidade terapêutica e corretiva da consciência. O remédio espiritual, segundo o colunista, é o cultivo da humildade, o desenvolvimento da caridade e o autoconhecimento legítimo, trocando a falsa autoimagem grandiosa pelo reconhecimento das imperfeições reais.
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